Mistério termina de forma chocante: corpo de empresário português é encontrado dentro de crocodilo na África do Sul.

Internacional

As autoridades da África do Sul confirmaram que restos mortais encontrados dentro de um crocodilo pertencem ao empresário português Gabriel Batista, desaparecido desde o fim de abril.

O homem, de 59 anos, desapareceu após fortes chuvas atingirem a região da província de Mpumalanga. Segundo informações da investigação, ele tentava atravessar uma ponte parcialmente submersa sobre o rio Komati quando acabou sendo arrastado pela força da água.

Dias depois, equipes localizaram o veículo do empresário próximo às margens do rio, área conhecida pela presença de crocodilos.

Durante as buscas, investigadores passaram a suspeitar de um grande crocodilo que apresentava comportamento incomum. O animal, com cerca de 600 quilos e quase cinco metros de comprimento, aparentava dificuldades para se mover e permanecia imóvel sob o sol.

Especialistas explicaram que crocodilos costumam ficar menos ativos após grandes refeições, o que levantou suspeitas imediatas entre os agentes responsáveis pela operação.

Diante da situação, as autoridades decidiram realizar a eutanásia do animal para examinar seu interior. O crocodilo foi retirado do rio com auxílio de um helicóptero em uma operação considerada extremamente perigosa.

Imagens divulgadas pela polícia sul-africana mostram o momento em que agentes descem até a água para prender o réptil antes da remoção aérea.

Após a análise, restos mortais humanos foram encontrados no interior do animal. Exames de DNA confirmaram posteriormente que pertenciam ao empresário português desaparecido.

As autoridades também revelaram que o estômago do crocodilo continha diversos pares de chinelos e sandálias, indicando intensa atividade predatória na região.

O caso causou grande comoção tanto em Portugal quanto na África do Sul. Familiares acompanharam as buscas e pediram privacidade para lidar com o trauma da tragédia.

Gabriel Batista vivia na África do Sul desde a década de 1970 e era proprietário de um hotel na região.

Foto: AP Photo
Redação – Thiago Salles

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