Milagre em Atlanta! Messi vai do inferno ao céu, resgata Argentina do vexame e comanda virada histórica contra o Egito nos acréscimos.

Esportes

O Estádio de Atlanta, na Geórgia, quase foi palco do maior vexame da Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira (7). Em um confronto dramático pelas oitavas de final, a Argentina flertou perigosamente com a eliminação, mas buscou uma virada épica por 3 a 2 contra o valente Egito. O herói da noite foi, mais uma vez, Lionel Messi. Em uma partida em que foi do inferno ao céu, o craque superou um pênalti perdido e comandou uma reação avassaladora nos últimos 15 minutos de jogo, selando a primeira virada da história da seleção alviceleste em Mundiais.

O plano tático do Egito funcionou como um relógio durante a maior parte do tempo. Com duas linhas de quatro jogadores extremamente compactas, os egípcios estrangularam o meio-campo argentino e anularam Messi. Para desespero da torcida sul-americana, Yasser Ibrahim abriu o placar logo aos 15 minutos do primeiro tempo. Pouco depois, Messi teve a chance do empate, mas parou na grande defesa do goleiro Mostafa Shobeir. Na segunda etapa, explorando os contra-ataques contra uma Argentina desorganizada, o Egito ampliou com Mostafa Ziko após cruzamento preciso de Haissem Hassan, deixando os atuais campeões mundiais nas cordas.

Com o placar de 2 a 0 contra e o fantasma da eliminação precoce assombrando a equipe de Lionel Scaloni, a Argentina foi para o tudo ou nada na base da pura garra. Foi aí que a genialidade do camisa 10 reescreveu a história. Aos 34 minutos, Messi limpou a marcação pela ponta direita e cruzou na medida para o zagueiro Cuti Romero diminuir. Apenas quatro minutos depois, no mais puro abafa, o próprio Messi soltou uma bomba “com ódio” para estufar as redes e empatar o jogo, isolando-se na artilharia isolada da Copa com 8 gols.

O golpe de misericórdia veio nos acréscimos. Aproveitando o desespero egípcio, Messi puxou um contra-ataque fulminante e serviu Enzo Fernández, que bateu com categoria para dar números finais ao milagre em Atlanta. Apesar da classificação heroica, o desempenho acendeu o sinal de alerta, mostrando uma equipe ainda muito dependente de seu capitão e abaixo do nível de outras favoritas, como a França. O sonho do tetracampeonato continua no próximo sábado (11), no Estádio de Kansas City, onde a Argentina enfrenta o vencedor do duelo entre Suíça e Colômbia.

Foto: Trivela /

Redação – Thiago Salles

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