Trocas de mensagens obtidas durante uma investigação da Polícia Federal passaram a integrar uma apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre uma suposta rede de relacionamento entre oficiais da reserva da Polícia Militar e pessoas investigadas por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo os investigadores, o conteúdo das conversas revela convites para viagens, ofertas de hospedagem em colônias de férias da corporação, pedidos de favores e indícios de possíveis pagamentos irregulares. O material teria sido localizado inicialmente em uma investigação sobre um esquema de doleiros e, posteriormente, encaminhado ao Ministério Público para aprofundamento das apurações.
Entre os nomes citados está o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, aposentado da Polícia Militar desde 2019. Conforme o relatório do MP, ele mantinha contato frequente com dois investigados apontados como integrantes de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Os promotores afirmam que há indícios de que o oficial poderia atuar como intermediário, aproximando integrantes da corporação de pessoas investigadas. As conclusões fazem parte da investigação e ainda serão analisadas pela Justiça.
Até o momento, o caso permanece em fase de apuração. Os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira, e não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.
Foto: Reprodução/TV Globo – Fantástico
Redação: Ana Flávia