Haddad rebate Flávio Bolsonaro e sugere que escândalo do Banco Master começou no governo anterior.

Política

A troca de acusações entre integrantes do governo e da oposição ganhou um novo capítulo após declarações envolvendo o escândalo investigado no Banco Master. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, respondeu às críticas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro, que anunciou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

Em resposta, Haddad afirmou que as investigações deverão esclarecer em breve em qual período as fraudes relacionadas ao banco ocorreram. Segundo o ministro, os fatos investigados podem ter sido promovidos durante a gestão anterior do governo federal.

A declaração foi feita após Flávio Bolsonaro anunciar nas redes sociais que assinou o pedido de criação de uma CPI destinada a investigar as irregularidades envolvendo o Banco Master. O senador afirmou que pretende ampliar o escopo das investigações para incluir o próprio Haddad e também o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

De acordo com o parlamentar, existem suspeitas de que o escândalo teria ocorrido durante a atual gestão econômica do país. Ele afirmou que pretende apresentar requerimentos para que a comissão investigue todos os possíveis envolvidos.

Haddad, por sua vez, rebateu as acusações e indicou que as investigações devem apontar responsabilidades de forma mais ampla. Em sua manifestação, o ministro sugeriu que os fatos investigados podem ter ocorrido durante o período em que o Banco Central era comandado por Roberto Campos Neto, indicado ao cargo no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto a disputa política se intensifica, a Polícia Federal segue conduzindo investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A instituição financeira é controlada pelo empresário Daniel Vorcaro, que foi preso recentemente no âmbito das apurações.

Segundo informações preliminares das autoridades, o caso envolve possíveis irregularidades financeiras de grande escala. O material reunido até agora está sendo analisado pelos investigadores, que buscam esclarecer a extensão das fraudes e identificar eventuais responsabilidades.

A possibilidade de instalação de uma CPI no Congresso Nacional pode ampliar o debate político em torno do caso, além de trazer novas informações à medida que as investigações avançam.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Redação Brasil News

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