O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou a ampliação da ofensiva militar no sul do Líbano, intensificando a guerra contra o grupo Hezbollah. A medida inclui a expansão da chamada “zona de segurança” na fronteira, com o objetivo declarado de proteger o norte israelense.
Segundo autoridades libanesas, os ataques já deixaram mais de 1.200 mortos, incluindo crianças, além de provocar o deslocamento de mais de um milhão de pessoas desde o início dos confrontos. Apenas no último fim de semana, dezenas de vítimas foram registradas, entre civis, socorristas e jornalistas.
A escalada não se limita ao Líbano. O Irã afirmou estar preparado para responder a uma possível ofensiva terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de adotar uma estratégia dupla: diálogo público e preparação militar nos bastidores.
Os conflitos também se expandiram para outros países da região. Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis e drones, enquanto grupos aliados ao Irã ampliaram ações contra Israel. O temor de uma guerra em larga escala cresce a cada dia.
De acordo com informações de autoridades norte-americanas, o Pentágono avalia cenários que incluem operações terrestres prolongadas. O secretário de Estado Marco Rubio, no entanto, afirmou que ainda há possibilidade de atingir objetivos sem envio de tropas.
Enquanto isso, esforços diplomáticos tentam conter a crise. Representantes de países como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram para discutir alternativas e evitar uma escalada ainda maior, incluindo propostas relacionadas à segurança no estratégico estreito de Ormuz.
Com ataques simultâneos, ameaças diretas e movimentações militares em vários pontos do Oriente Médio, especialistas alertam que o conflito pode atingir proporções ainda mais graves nos próximos dias.
Foto: Ronen Zvulun / Reuters
Redação – Thiago Salles