A greve dos rodoviários permanece ativa nesta segunda-feira e segue provocando transtornos no transporte público do Rio de Janeiro. O movimento envolve funcionários das empresas Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel, que continuam com as atividades suspensas por tempo indeterminado.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, motoristas, mecânicos e trabalhadores do setor administrativo só retornarão ao trabalho após a regularização de salários e benefícios que estariam em atraso. O presidente da entidade, Sebastião José, afirmou que tentativas de mediação com as empresas e com órgãos oficiais não tiveram sucesso até o momento.
A paralisação, iniciada ainda na madrugada, conta com a adesão de cerca de 1,3 mil trabalhadores e impacta diretamente linhas que atendem regiões das zonas Sul, Norte, Sudoeste e o Centro da cidade. Dados do Centro de Operações da prefeitura indicam que 12 linhas seguem totalmente paradas, enquanto outras quatro operam de forma limitada com apoio de empresas de outros consórcios.
Entre as linhas completamente fora de circulação estão: 105, 108, 110, 112, 181, 222, 309, 432, 439, 460, 463 e 538. Já as linhas 163, 315, 433 e 548 funcionam apenas parcialmente.
De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, os subsídios municipais destinados aos consórcios de transporte estão em dia. A administração municipal ressaltou que o impasse é de responsabilidade das empresas com seus funcionários.
Os rodoviários alegam uma série de irregularidades, como atraso no pagamento de salários e vale-alimentação, férias pendentes, ausência de depósitos de FGTS e INSS, além de problemas estruturais nos veículos, incluindo falta de manutenção e más condições de higiene.
Para minimizar os impactos aos usuários, a Secretaria Municipal de Transportes orienta que a população utilize alternativas como metrô, BRT e VLT. Algumas linhas municipais também tiveram reforço para atender passageiros prejudicados pela greve.
Esta é a segunda paralisação da categoria em um intervalo de três meses. Até o momento, não há previsão de retomada das negociações nem de normalização total do serviço de ônibus na cidade.

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Redação Brasil News