Um espetáculo visual de proporções gigantescas e força extrema tomou conta do Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina. Em consequência dos acumulados de chuva registrados no Sul e no Oeste do Paraná, a vazão das Cataratas atingiu seu pico máximo de 8,37 milhões de litros por segundo, superando em mais de 5,6 vezes o volume normal do rio, que gira em torno de 1,5 milhão de litros diários.
O aumento drástico do fluxo começou a ser contabilizado no final de agosto e teve o seu ápice registrado no início de setembro. A imensa quantidade de água barrenta e a densa cortina de névoa cobriram grande parte do complexo, unindo pequenas quedas d’água em um único e ruidoso paredão hídrico. Meteorologistas do Simepar explicam que o fenômeno é resultado direto da passagem de frentes frias e da influência do El Niño, que tem provocado instabilidades e precipitações bem acima da média climatológica em todo o Estado do Paraná.
Apesar do volume assustador, a concessionária Urbia+Cataratas e os técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mantiveram abertas para visitação a Trilha das Cataratas e a passarela principal com vista para a Garganta do Diabo. A interdição preventiva do mirante costuma ocorrer apenas quando os índices atingem a margem de 9 milhões de litros por segundo e oferecem risco iminente à estrutura física ou à integridade dos turistas.
Embora o número impressione quem visita o Patrimônio Mundial Natural reconhecido pela UNESCO, o volume registrado permanece distante dos recordes absolutos de cheias históricas já vivenciadas no local. Ainda assim, equipes de segurança permanecem monitorando o nível do rio em tempo real, diante das previsões de novas pancadas de chuva para a região ao longo de toda a primeira quinzena do mês.
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Urbia+Cataratas
Redação – Thiago Salles