Filha de deputada do PL é abordada pela PF com R$ 600 mil em espécie durante ação contra crimes eleitorais

Política

Uma abordagem da Polícia Federal realizada em Piratininga, Niterói, terminou com a apreensão de R$ 600 mil em espécie que estavam com Priscila Santos, filha da deputada federal e candidata à reeleição Soraya Santos, do PL do Rio de Janeiro.

A ação ocorreu no contexto de uma investigação voltada a possíveis crimes eleitorais. Segundo a própria PF, além do dinheiro, os agentes apreenderam documentos e planilhas, que agora serão analisados para tentar esclarecer a origem dos recursos e qual seria sua destinação.

O valor estava organizado em maços dentro de uma mochila, com predominância de notas de R$ 50, segundo reportagem da Veja. Priscila foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Niterói juntamente com o dinheiro e os materiais recolhidos.

Até o momento, a PF não afirmou que os R$ 600 mil estavam sendo usados na campanha de Soraya Santos, nem divulgou conclusão sobre a origem do montante. A investigação permanece em andamento.

Defesa nega relação com campanha eleitoral

A defesa de Soraya Santos afirma que existe uma explicação empresarial para o dinheiro.

Segundo os advogados, os R$ 600 mil pertencem a uma empresa da família e teriam sido separados por meios formais cerca de uma semana antes para o pagamento de fornecedores. A defesa sustenta ainda que as atividades empresariais do grupo familiar não têm relação com a estrutura da campanha eleitoral da deputada.

A versão deverá ser confrontada com os documentos, planilhas e demais informações recolhidas pela Polícia Federal.

Soraya tenta quarto mandato na Câmara

Soraya Santos está em seu terceiro mandato consecutivo como deputada federal. Ela foi eleita em 2014 e reeleita em 2018 e 2022. Em 2026, concorre novamente pelo PL no Rio de Janeiro. Dados eleitorais mostram que sua candidatura está deferida.

Advogada, Soraya já ocupou posições de destaque na Câmara dos Deputados, incluindo a Primeira-Secretaria da Casa, e teve atuação em órgãos ligados à representação feminina no Legislativo.

A apreensão ganhou repercussão justamente por ocorrer durante o período eleitoral e por envolver uma pessoa ligada diretamente a uma candidata à reeleição. Apesar disso, a existência do dinheiro em espécie não comprova, por si só, a prática de crime eleitoral.

Caberá à Polícia Federal rastrear a origem dos recursos, verificar a documentação apresentada pela defesa e determinar se existe ou não alguma ligação entre o dinheiro e atividades de campanha.

Foto: Divulgação/Polícia Federal –
Redação – Thiago Salles

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