As “favelas” da Suíça que impressionam o mundo: bairros pobres têm infraestrutura que muitos ricos gostariam de ter.

Internacional

Uma comparação que vem ganhando força nas redes sociais tem surpreendido internautas ao redor do mundo. Em diversas publicações, brasileiros e outros estrangeiros que vivem na Suíça afirmam que os bairros mais simples do país europeu oferecem uma qualidade de vida superior à encontrada em muitas áreas consideradas nobres em outros países.

A expressão “favela”, frequentemente utilizada entre aspas nessas comparações, não se refere às condições precárias normalmente associadas ao termo no Brasil. Pelo contrário. Os chamados bairros populares suíços possuem ruas asfaltadas, saneamento básico universalizado, fornecimento contínuo de água, iluminação pública eficiente, segurança e transporte de qualidade.

Grande parte dessas comparações tem como referência a cidade de Basileia, localizada no noroeste da Suíça. Reconhecida pelos elevados índices de desenvolvimento humano, a cidade mantém uma infraestrutura padronizada mesmo em regiões consideradas mais acessíveis economicamente.

Nos bairros de Klybeck e Kleinbasel, por exemplo, vivem milhares de imigrantes vindos da Turquia, dos Bálcãs, da Ásia e da América Latina. Essas regiões apresentam uma atmosfera multicultural, com mercados internacionais, restaurantes típicos, pequenos comércios familiares e intensa vida comunitária.

Apesar de serem consideradas áreas mais populares da cidade, os moradores contam com acesso aos mesmos serviços públicos oferecidos em regiões mais valorizadas. O transporte coletivo funciona de forma eficiente, a limpeza urbana é constante e os índices de segurança permanecem elevados.

Especialistas apontam que a diferença está na forma como a infraestrutura pública é distribuída. Na Suíça, serviços essenciais não costumam variar drasticamente entre bairros ricos e pobres, reduzindo desigualdades e garantindo padrões mínimos elevados para toda a população.

Outro fator que chama atenção é a manutenção urbana. Calçadas bem conservadas, áreas verdes, iluminação adequada e transporte acessível fazem parte do cotidiano mesmo nas áreas mais simples, algo que em muitos países ainda representa um desafio para os gestores públicos.

Embora existam diferenças de renda e padrão habitacional entre os moradores, a desigualdade costuma ser percebida principalmente no tamanho dos imóveis, no valor dos aluguéis e no estilo arquitetônico das construções, e não na qualidade dos serviços básicos disponíveis.

A realidade encontrada em cidades suíças tem despertado debates sobre planejamento urbano e políticas públicas, mostrando que investimentos contínuos em infraestrutura e serviços essenciais podem transformar profundamente a qualidade de vida de uma população, independentemente da região onde ela vive.

Foto: Depositphotos/Xantana

Redação – Ana Flavia

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