Fake news em caso de cachorro morto revolta moradores e leva mulher a confessar mentira à polícia.

Brasil

Uma moradora de Florianópolis confessou à Polícia Civil de Santa Catarina que foi responsável por divulgar uma informação falsa envolvendo a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, no bairro Praia Brava. Em depoimento, ela reconheceu que o suposto vídeo que mostraria o espancamento do animal nunca existiu, apesar de ter sido citado em uma publicação que rapidamente viralizou.

Segundo as investigações, a mulher afirmou que apenas replicou uma mensagem recebida em um grupo, que alegava que um porteiro teria filmado a agressão e depois sido pressionado a apagar o material. A versão foi desmentida pelas autoridades. Ao perceber a repercussão e possíveis ameaças direcionadas a crianças mencionadas na narrativa, ela admitiu o erro e declarou que não deveria ter acreditado na informação sem checagem.

O caso do cachorro mobilizou o país após a confirmação de que o animal sofreu um golpe contundente na cabeça. Orelha chegou a ser socorrido, mas morreu em uma clínica veterinária devido à gravidade dos ferimentos. A investigação foi concluída no início de fevereiro, com um adolescente tendo a internação solicitada e três adultos indiciados por coação de testemunha. O processo tramita sob sigilo por envolver menores.

Durante a apuração, mais de mil horas de imagens foram analisadas e 24 testemunhas ouvidas. As autoridades reforçam que a disseminação de notícias falsas pode comprometer investigações, provocar julgamentos precipitados e colocar inocentes em risco — um alerta cada vez mais urgente na era das redes sociais.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Redação Brasil News

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