Enigma em Caldas Novas: O que aconteceu com a corretora mineira que sumiu dentro do próprio prédio?

Brasil

O sumiço da corretora mineira Daiane Alves de Souza, de 43 anos, continua a desafiar as autoridades de Caldas Novas (GO). No próximo dia 17, o caso completará dois meses sem que nenhuma pista concreta tenha sido encontrada. A principal incógnita reside no fato de Daiane ter sido vista pela última vez dentro de seu próprio local de residência, sem nunca ter sido flagrada saindo dele.

O Último Registro

Na noite de 17 de dezembro de 2025, Daiane gravava um vídeo pelo celular para documentar um pico de energia em seu apartamento. As imagens mostram a corretora entrando no elevador e apertando o botão do subsolo. Ela pretendia verificar o quadro de força.

“Minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio. Ela saiu de casa apenas para religar a luz, deixou a porta aberta e não levou nenhum pertence”, desabafa Niles Alves Pontes, mãe da vítima.

O mistério aumenta porque, embora as câmeras mostrem Daiane saindo do elevador no pavimento inferior, nenhum equipamento de monitoramento registrou sua saída do edifício. O carro dela estava em uma oficina no dia, reforçando a tese de que ela não teria saído por meios próprios.

Linhas de Investigação e Conflitos

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) trabalha agora com uma força-tarefa do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Entre os pontos analisados estão:

  • Perícia Técnica: O notebook, um caderno e a escova de cabelo de Daiane foram apreendidos. Além disso, as imagens das câmeras passam por auditoria para verificar se houve apagamento ou edição proposital de trechos.
  • Histórico de Atritos: Quatro meses antes de sumir, Daiane foi alvo de uma assembleia de moradores que decidiu por sua expulsão imediata do condomínio. A medida foi revertida na Justiça, que garantiu seu direito de permanecer no imóvel, citando falta de direito à defesa na decisão administrativa.

Buscas Inconclusivas

Varreduras com cães farejadores em matas próximas ao condomínio não trouxeram resultados. O delegado responsável, André Luiz Barbosa, destaca que o condomínio é vasto, com múltiplos blocos e saídas alternativas, o que torna a investigação mais complexa.

Enquanto a polícia mantém o sigilo sobre diligências de campo, a família vive em estado de vigília. Daiane deixou uma filha de 17 anos, que foi quem primeiro percebeu a ausência da mãe ao encontrar o apartamento vazio e trancado.

Foto: TV Alterosa Goiás / Reprodução

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