A morte do médico Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, trouxe à tona uma nova controvérsia envolvendo o nome de Suzane von Richthofen. O corpo do médico foi encontrado no último dia 9, em sua residência no bairro do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, e o caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita, embora a principal hipótese seja infarto.
No centro da disputa está Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima de Miguel, que conseguiu autorização policial para liberar o corpo e realizar o sepultamento em Pirassununga, no interior paulista. Horas depois, Suzane também procurou o 27º Distrito Policial com o mesmo pedido, mas teve a solicitação negada, já que a liberação havia sido concedida anteriormente.
O episódio chamou atenção das autoridades porque, segundo a polícia, nem Carmem nem Suzane mantinham relação próxima com o médico. Ainda assim, ambas se mobilizaram rapidamente após a morte. Miguel não era casado oficialmente, não tinha filhos e deixou ao menos dois imóveis na capital paulista, o que levanta questionamentos sobre uma possível disputa sucessória.
A situação se torna ainda mais sensível porque Carmem trava, desde 2023, uma batalha judicial para o reconhecimento e dissolução de uma suposta união estável com o primo, alegando que viveram como casal entre 2011 e 2015. Miguel sempre negou qualquer relação amorosa, afirmando que apenas cedeu um imóvel à prima por solidariedade. Em 2024, a Justiça determinou que ela deixasse o apartamento e pagasse aluguel retroativo, mas o processo sobre união estável segue sem decisão final.
Pelo direito sucessório, sobrinhos podem reivindicar herança na ausência de cônjuge ou descendentes diretos. Nesse cenário, Suzane e o irmão Andreas von Richthofen poderiam recorrer à Justiça. No entanto, Suzane já foi oficialmente excluída da herança dos pais desde 2015, decisão que destinou todo o patrimônio familiar exclusivamente a Andreas.
Miguel teve papel importante na vida do sobrinho, sendo tutor de Andreas após o assassinato dos pais em 2002, administrando seus bens até a maioridade. Até o momento, não há confirmação de testamento deixado pelo médico, o que mantém o cenário sucessório indefinido.
Mais de duas décadas após o crime que chocou o país, o sobrenome Richthofen volta a ocupar o noticiário, agora cercado por disputas judiciais, suspeitas e questionamentos que ultrapassam o passado e se projetam sobre patrimônio, vínculos familiares e decisões da Justiça.

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
Redação Brasil News