Declaração de amor vira prova! Justiça usa post de Erasmo Carlos e nega metade do patrimônio à viúva do cantor.

Música

A disputa pelo patrimônio do ícone da Jovem Guarda, falecido em novembro de 2022 aos 81 anos, ganhou contornos dramáticos nos tribunais. A controvérsia central girava em torno do início da união estável: enquanto a viúva sustentava que vivia como esposa de Erasmo desde 2010 (quando ele tinha 69 anos), os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves, alegavam que os dois apenas namoravam até meados de 2016.

O divisor de águas na sentença proferida pelo juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis foi uma publicação feita pelo próprio Erasmo em 6 de janeiro de 2019, um dia após o casamento civil. Na legenda da imagem, o músico escreveu: “Após 7 anos de beijinhos e carinhos sem ter fim e mais 2 de maravilhosa convivência, me casei ontem no civil com minha adorada Fernanda”. O magistrado interpretou o texto como uma prova explícita de que os primeiros sete anos foram apenas de namoro, iniciando a convivência conjugal de fato em 2016.

Pela legislação brasileira aplicável a pessoas com mais de 70 anos à época, a definição dessa data impôs o regime de separação obrigatória de bens, impedindo Fernanda de requerer a metade do patrimônio acumulado pelo casal naquele período. A decisão não a exclui automaticamente do inventário principal como herdeira, mas representa um duro golpe nas pretensões da viúva.

A advogada de Fernanda Passos confirmou que irá recorrer da decisão para tentar reverter a sentença nas instâncias superiores. Paralelamente à divisão dos bens, a família enfrenta outros embates pesados na Justiça, como o sumiço de uma minuta de testamento deixada por Erasmo em seu escritório e a disputa pela posse e custeio de um luxuoso apartamento avaliado em R$ 8 milhões no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução / Pipoca Moderna | Redação – Thiago Salles

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