Conversas comprometedoras ligam família de Marcinho VP ao topo do Comando Vermelho.

Brasil

Novas revelações da Operação Contenção colocam a família de Márcio dos Santos Nepomuceno no centro de um esquema investigado por lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Civil, mensagens extraídas do celular de Márcia Garcia, esposa do traficante, apontam uma conexão direta com Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, um dos principais líderes da facção.

Em uma das conversas, Márcia pede ao filho Mauro Nepomuceno — o Oruam — que busque R$ 10 mil com o chefe criminoso, identificado nas mensagens como “DC”. A troca de mensagens reforça a suspeita de envolvimento direto da família com o fluxo financeiro do tráfico.

Oruam está foragido desde fevereiro de 2026, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro, motivada por diversas violações de medidas judiciais, incluindo o uso irregular de tornozeleira eletrônica.

As investigações, que duraram cerca de um ano, revelaram uma estrutura complexa de movimentação de dinheiro ilícito. Segundo os agentes, valores oriundos do tráfico eram repassados a operadores financeiros, que fragmentavam as quantias em contas de terceiros — conhecidos como “laranjas” — para dificultar o rastreamento.

Além disso, os recursos eram utilizados para pagamento de despesas pessoais, compra de bens e ocultação patrimonial, evidenciando um sistema sofisticado de lavagem de dinheiro.

Outro ponto destacado pelos investigadores foi a movimentação financeira incompatível com a renda declarada dos envolvidos, o que reforça a origem ilegal dos recursos.

Diálogos interceptados também indicam que Marcinho VP continua exercendo influência dentro da facção, mesmo após anos preso, mantendo posição de liderança no esquema criminoso.

A Operação Contenção segue em andamento, com foco na identificação de novos envolvidos e empresas utilizadas para ocultar recursos. Até o momento, a ação já resultou em centenas de prisões, além da apreensão de armas e munições.

As defesas dos citados não se manifestaram até o momento ou informaram que ainda não tiveram acesso completo às investigações.

Foto: Reprodução/Instagram
Redação – Thiago Salles

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