A China deu início à construção de uma das obras de infraestrutura mais ambiciosas de sua história: a maior usina hidrelétrica do mundo, localizada no rio Yarlung Zangbo, no Tibete. O empreendimento, avaliado em cerca de US$ 170 bilhões, terá capacidade para produzir 300 bilhões de kWh anuais — o triplo da geração da já impressionante usina de Três Gargantas.
O premiê Li Qiang classificou o projeto como “o empreendimento do século”, destacando seu papel estratégico na transição energética do país. A barragem integra o plano de Pequim de expandir a matriz elétrica com foco em fontes renováveis e contribuir para a redução das emissões de carbono.
Apesar da grandiosidade, autoridades chinesas ressaltam que a prioridade é preservar o ecossistema do planalto tibetano, considerado um dos mais ricos em biodiversidade do mundo. Especialistas apontam que o equilíbrio entre desenvolvimento energético e conservação ambiental será o maior desafio do megaprojeto.