As intoxicações causadas por bebidas adulteradas com metanol, registradas em São Paulo em outubro deste ano, provocaram forte impacto no mercado de bebidas alcoólicas. Uma análise feita pela Neogrid mostra que o episódio refletiu imediatamente nos índices de venda em todo o estado, afetando atacarejos, supermercados e pequenos varejistas.

Movimentação em bares de São Paulo depois de intoxicações com bebidas contaminadas com metanol — Foto: Edilson Dantas
Segundo os dados, a retração foi rápida e intensa: nas semanas seguintes aos primeiros casos confirmados, as vendas de destilados caíram de forma contínua até estabilizar em uma queda média de 30%, registrada até 2 de novembro. A comparação entre outubro de 2024 e outubro de 2025 revela recuos significativos em diversas categorias, com destaque para:
- Gin: -38%
- Rum: -35%
- Whisky: -29%
- Vodka: -26%
Marcelo Alves, head de Insights da Neogrid, afirma que o comportamento do consumidor reflete um fenômeno conhecido como “efeito estilingue”: a queda ocorre de forma brusca, enquanto a recuperação tende a ser lenta e dependente de confiança e segurança.
— Mesmo com uma leve estabilização, o consumidor paulista segue cauteloso. A retomada só acontecerá quando houver garantias claras de controle e procedência — explica o executivo.
Para o varejo, o momento exige atenção e estratégias cuidadosas. A orientação dos especialistas é reforçar processos de verificação, evitar rupturas agressivas e ampliar a transparência sobre fornecedores e certificações, a fim de reconstruir a segurança do público no consumo de bebidas alcoólicas.
Foto: Edilson Dantas
Redação Brasil News