Uma motorista do Rio de Janeiro vive um verdadeiro pesadelo burocrático após descobrir que seu próprio carro foi registrado como sucata no sistema do Detran-RJ.
A jornalista Helena Roballo percebeu o problema ao tentar acessar o sistema para pagar o IPVA. Para sua surpresa, o veículo não apresentava débitos e sequer aparecia vinculado ao seu CPF.
Ao investigar, ela descobriu que o carro havia sido transferido para o nome de uma empresa desconhecida e, posteriormente, classificado como sucata — mesmo estando com ela.
A principal suspeita é de clonagem de veículo. Segundo a motorista, havia dois registros com a mesma placa, incluindo dois documentos de licenciamento válidos para o mesmo ano, um em seu nome e outro ligado a uma empresa de autopeças em Itaboraí.
Enquanto isso, o carro original permanece com a proprietária, mas sem reconhecimento oficial no sistema — o que a coloca em risco em caso de fiscalização. “Eu poderia até ser presa em uma abordagem”, relatou.
A situação levou a motorista a abrir um processo administrativo ainda em fevereiro. Após semanas sem solução, ela passou por vistoria, que confirmou o óbvio: o carro existe e é dela.
Em nota, o Detran-RJ informou que aguarda a finalização do processo para reverter a baixa indevida e regularizar o veículo. O órgão explicou que o carro clonado foi encontrado queimado em São Gonçalo e acabou sendo classificado como sucata após laudo equivocado.
O caso expõe fragilidades no sistema de controle de veículos e levanta preocupações sobre a responsabilidade imposta às vítimas, que precisam provar sua própria inocência diante de falhas administrativas.
A expectativa é que a situação seja resolvida nos próximos dias, permitindo que a motorista volte a circular sem riscos e regularize o pagamento do IPVA.
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Redação – Thiago Salles