Apesar de registrar crescimento no primeiro trimestre de 2025, o Brasil perdeu uma posição no ranking global de Produto Interno Bruto (PIB) ao ser ultrapassado por outra economia e deve permanecer na 10ª colocação até o ano de 2030. As informações são do mais recente levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2023, o Brasil ocupava a 9ª posição, mas foi impactado principalmente pela variação cambial — que, ao valorizar o dólar, reduz o montante do PIB quando convertido para a moeda americana. Mesmo com o avanço de 1,4% no início de 2025, puxado especialmente pelo setor agropecuário, o país não conseguiu manter sua posição anterior.
De acordo com o relatório, as perspectivas para os próximos anos indicam um crescimento estável, com o PIB brasileiro devendo avançar 2% em 2025 e repetir esse ritmo em 2026. A revisão recente foi feita em um cenário de tensões comerciais globais e impacto nas economias de países como Estados Unidos, China, México e Canadá.
Na comparação direta, o Brasil segue tecnicamente empatado com Itália e Canadá, que disputam a oitava e nona posição ao longo da década. A alternância entre essas nações deve continuar até 2030, segundo as projeções.
Contudo, o Brasil apresenta desvantagem expressiva quando se analisa o PIB per capita. Em 2024, a renda média por habitante no país ficou em torno de US$ 10.200 — bem abaixo dos US$ 54.000 registrados no Canadá e dos US$ 40.000 da Itália. O indicador mostra que, apesar do tamanho da economia brasileira, o poder de compra da população segue limitado frente a países desenvolvidos.
A expectativa anterior do FMI era de que o Brasil recuperasse sua nona posição já em 2027, podendo alcançar a oitava em 2028. Com os ajustes de cenário mais recentes, essas projeções foram revistas para baixo, sinalizando uma estagnação relativa no desempenho brasileiro no ranking global.
Além disso, o Brasil permanece atrás de outros países emergentes em termos de PIB per capita, como Chile, México e Malásia, e distante dos líderes nesse quesito, como Luxemburgo, que apresenta uma média de mais de US$ 130 mil por habitante.
A combinação de crescimento moderado e câmbio desfavorável desafia o país a buscar soluções estruturais para avançar de forma mais consistente entre as grandes economias do mundo.