O interior da Bahia está prestes a se transformar no coração de uma disputa bilionária que mexe com o futuro da tecnologia e dos carros elétricos no planeta. A mineradora Atlantic Nickel fechou um plano audacioso para investir pesados R$ 3,3 bilhões na histórica mina Santa Rita, localizada na cidade de Itagibá, a cerca de 380 km de Salvador. A ideia é cavar fundo e transformar a extração, que hoje é feita a céu aberto, em uma das maiores operações subterrâneas do país para arrancar o níquel sulfetado — um minério que vale ouro para a nova indústria de energia.
Esse tipo de níquel é o ingrediente secreto e obrigatório para fabricar as baterias de alta tecnologia dos carros elétricos, sistemas de inteligência artificial e até equipamentos militares avançados. Com a corrida global para reduzir a poluição, potências como os Estados Unidos, a China e a Europa estão de olho no subsolo brasileiro. A expectativa da empresa é quase dobrar a produção anual, saltando para 30 mil toneladas do metal. O grande segredo dessa virada é que o minério escondido bem lá no fundo da terra é muito mais puro e rico do que o da superfície, o que vai garantir mais de 30 anos de vida útil para a mina.
Mesmo com o preço do níquel balançando no mercado internacional por causa da forte concorrência dos asiáticos, a mineradora vai manter o pé no acelerador. O plano é focar na eficiência máxima para produzir barato e se tornar uma das operações mais competitivas do mundo. Além de gerar emprego e movimentar a economia baiana, a mudança para o modelo subterrâneo promete ser muito mais limpa, reduzindo drasticamente o barulho, a poeira e o impacto na natureza da região. O Brasil mostra, mais uma vez, que tem a faca e o queijo na mão para liderar o futuro da energia.
Foto: Divulgação/Empresa
Redação: Thiago Salles