“Alerta Mundial”: novo surto de ebola dispara mortes e OMS declara emergência internacional.

Saúde e Bem Estar

O mundo voltou a ligar o sinal de alerta após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência de saúde pública de importância internacional diante do avanço de um novo surto de ebola na República Democrática do Congo.

Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, os casos da doença cresceram rapidamente nos últimos dias, principalmente na província de Ituri, localizada no nordeste do país africano.

Até o momento, cerca de 246 casos suspeitos foram registrados, enquanto ao menos 80 mortes já foram confirmadas, de acordo com informações da OMS e dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC).

A situação preocupa especialistas devido à alta taxa de mortalidade da variante Bundibugyo, cepa identificada no atual surto. Quando apareceu pela primeira vez, em 2007, a variante apresentou taxa de letalidade de aproximadamente 32%.

O ministro da Saúde do Congo, Roger Kamba, afirmou que ainda não existe vacina nem tratamento específico contra essa cepa do vírus, aumentando o temor de uma escalada ainda maior da crise sanitária.

Outro fator que elevou o nível de preocupação internacional foi a confirmação de um caso em Uganda, país vizinho ao Congo. Um homem vindo da região afetada morreu após ser internado em um hospital ugandense.

O ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais contaminados, como sangue, vômito e secreções, além da possibilidade de transmissão por animais selvagens infectados.

Especialistas alertam que a intensa circulação de pessoas entre regiões africanas, somada às dificuldades no rastreamento de contatos e na estrutura hospitalar, pode acelerar a disseminação da doença.

A OMS destacou ainda que o Congo enfrenta agora o 17º surto de ebola desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, há cerca de 50 anos.

Autoridades internacionais também demonstraram preocupação com possíveis impactos causados pela redução de investimentos internacionais em programas de saúde pública e vigilância epidemiológica no continente africano.

As equipes médicas seguem mobilizadas para conter o avanço do vírus e evitar que a situação se transforme em uma nova crise sanitária global.

Foto: Reprodução/OMS

Redação – Thiago Salles

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