A última foto antes da tragédia: pastor registra grupo minutos antes de cinco pessoas morrerem afogadas e carrega arrependimento por não alertar.

Brasil

Uma imagem simples de um grupo pescando em um rio acabou se transformando em uma lembrança dolorosa de uma tragédia. A fotografia registrada pelo pastor Marcus Leon Martin mostra cinco adultos momentos antes de todos perderem a vida no rio Scioto, no estado de Ohio, nos Estados Unidos.

Na foto, o grupo aparece dentro da água, com o nível chegando aproximadamente à altura da cintura. Pouco tempo depois, a situação mudou completamente quando uma tentativa de resgate terminou em uma sequência de afogamentos.

Segundo Martin, que conhece o rio há mais de uma década, o trecho onde as pessoas estavam era considerado perigoso devido à profundidade irregular, fortes correntes e áreas com quedas acentuadas próximas às margens.

Em entrevista ao jornal britânico The Sun, o pastor contou que sentiu uma preocupação ao observar o grupo, principalmente porque havia crianças no local. Ele chegou a pensar em alertar os adultos sobre os riscos, mas acabou não fazendo o aviso.

“Eu acredito que essa foto pode ter sido a última imagem deles com vida”, afirmou Martin, que disse carregar o peso de não ter tomado uma atitude naquele momento.

O pastor relatou ainda que decidiu fotografar a cena porque teve uma sensação estranha de que deveria registrar aquele instante. Após o acidente, afirmou que passou a enfrentar dificuldades para dormir e reviver constantemente a situação.

De acordo com as autoridades locais, a tragédia começou quando uma das pessoas entrou no rio para nadar e acabou sendo levada pela correnteza. Ao perceber o perigo, outros integrantes do grupo tentaram ajudar, mas também foram arrastados pela força da água.

A tentativa de salvamento acabou envolvendo todos os adultos presentes, mas nenhum deles conseguiu retornar à margem.

O caso serve como alerta para os perigos de rios aparentemente tranquilos, que podem esconder correntes fortes, mudanças bruscas de profundidade e áreas de risco. Especialistas reforçam que, em situações de emergência na água, tentar um resgate sem equipamentos ou treinamento pode colocar mais vidas em perigo.

Foto: Marcus Leon Martin – Reprodução
Redação – Ana Flavia

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