Alerta no Paraná: casos de hantavírus acendem preocupação após mortes em cruzeiro internacional

Brasil

O avanço de novos casos de hantavírus no Paraná colocou autoridades sanitárias em estado de atenção e reacendeu o debate sobre os riscos da doença no Brasil. A infecção viral, considerada grave e potencialmente fatal, já teve dois casos confirmados no estado e outras notificações seguem sendo investigadas pelas equipes de vigilância epidemiológica.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa. Além disso, pelo menos onze pessoas seguem sob monitoramento médico após apresentarem sintomas compatíveis com a doença.

As autoridades reforçaram que a hantavirose é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados. A infecção geralmente acontece pela inalação de partículas presentes no ar em locais fechados, pouco ventilados ou com presença de ratos.

Os primeiros sintomas costumam incluir febre alta, dores musculares intensas, mal-estar e problemas gastrointestinais. Em muitos casos, a doença pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios severos, exigindo internação hospitalar e suporte intensivo.

O alerta ganhou ainda mais repercussão após a Organização Mundial da Saúde confirmar mortes relacionadas ao hantavírus em um cruzeiro internacional que saiu da Argentina. Pelo menos três passageiros morreram durante a viagem, aumentando o temor sobre possíveis novos focos da doença.

Apesar da preocupação internacional, autoridades do Paraná afirmaram que os casos registrados no estado não possuem ligação com o surto do navio. Ainda assim, o monitoramento epidemiológico foi reforçado, principalmente em cidades próximas à fronteira com a Argentina, país que registrou crescimento expressivo nos casos desde 2025.

O município de Pérola d’Oeste chama atenção justamente pela proximidade com regiões argentinas onde houve aumento significativo de infecções. Já em Ponta Grossa, a prefeitura informou que a paciente teria sido contaminada fora da cidade, embora não tenha divulgado detalhes sobre o local da exposição.

Especialistas alertam que não existe medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte clínico, controle dos sintomas e monitoramento respiratório. Quanto mais rápido o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de recuperação do paciente.

Para reduzir os riscos de contaminação, a recomendação é manter terrenos limpos, evitar acúmulo de lixo e vedar alimentos corretamente. Em locais fechados como galpões, silos e depósitos, autoridades orientam evitar varrer o chão seco, optando sempre por limpeza úmida para impedir que partículas contaminadas se espalhem pelo ar.

Foto: Instagram
Redação – Thiago Salles

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