Desemprego sobe, mas atinge menor nível histórico para o período, aponta.

Economia

O Brasil registrou taxa de desemprego de 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo dados divulgados pelo IBGE. Apesar de uma leve alta em relação ao trimestre anterior, quando o índice estava em 5,8%, o resultado representa o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve melhora significativa. Em 2025, a taxa de desocupação estava em 7,0%, indicando avanço gradual no mercado de trabalho ao longo dos últimos meses.

Mesmo com a alta recente, especialistas destacam que oscilações no início do ano são comuns, especialmente devido a fatores sazonais, como o fim de contratos temporários.

Além do desemprego, outros indicadores mostram sinais positivos na economia. A renda média real do trabalhador chegou a R$ 3.722 no trimestre, representando crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimentos — que corresponde ao total pago aos trabalhadores — alcançou R$ 374,8 bilhões, alta de 7,1% na comparação anual.

Por outro lado, o levantamento também revelou desafios. O número de desempregados subiu para 6,579 milhões de pessoas no trimestre, um aumento de mais de 1 milhão em relação ao período anterior.

A população ocupada, por sua vez, ficou em 101,9 milhões de pessoas, com redução de cerca de 1 milhão de vagas em apenas três meses. Ainda assim, em comparação anual, houve crescimento de 1,4 milhão de trabalhadores ocupados.

Outro ponto relevante é a informalidade, que atingiu 37,3% da força de trabalho, totalizando mais de 38 milhões de brasileiros nessa condição. Apesar do número elevado, houve uma leve queda no contingente de trabalhadores informais no trimestre.

O nível de ocupação — que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa — ficou em 58,2%, abaixo dos 58,9% registrados no trimestre anterior.

Os dados reforçam um cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho, ainda que com desafios estruturais, como a informalidade e a volatilidade no número de vagas ao longo do ano.

Foto: Adobe Stock
Redação – Thiago Salles

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