O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em pronunciamento oficial que os objetivos militares do país na guerra contra o Irã estão próximos de serem concluídos.
Segundo Trump, a principal meta da operação foi reduzir a capacidade de Teerã de realizar ataques contra os EUA e limitar sua atuação militar fora do próprio território. Ele afirmou que o plano está praticamente finalizado e prometeu encerrar o conflito em breve.
Durante o discurso, o presidente também fez novas ameaças, indicando que pode autorizar ataques diretos à infraestrutura energética iraniana caso não haja um acordo nas próximas semanas. A fala elevou a tensão internacional e reforçou o tom agressivo adotado pela Casa Branca.
Trump também abordou o papel estratégico do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Segundo ele, os EUA não dependem mais do petróleo que passa pela região, destacando que o país se tornou um dos maiores produtores globais de energia.
Com isso, o presidente sugeriu que a responsabilidade pela reabertura do estreito deve recair sobre outras nações, especialmente países europeus que dependem mais diretamente do fluxo de petróleo do Golfo Pérsico.
A declaração ocorre em meio a críticas internacionais. Países europeus têm evitado se envolver diretamente na crise, argumentando que o conflito foi provocado por decisões dos próprios Estados Unidos e seus aliados.
Internamente, a guerra também enfrenta resistência. Pesquisas recentes mostram que a maioria dos eleitores norte-americanos desaprova o conflito e defende uma saída rápida, mesmo que os objetivos militares não sejam totalmente alcançados.
Além disso, Trump voltou a criticar a OTAN, alegando falta de apoio dos aliados. Ele chegou a mencionar a possibilidade de retirar os EUA da aliança, aprofundando ainda mais o distanciamento entre Washington e parceiros europeus.
Apesar do discurso de encerramento iminente, o presidente deixou claro que os EUA podem continuar realizando ataques pontuais no Irã, caso considerem necessário.
O cenário mantém o Oriente Médio em alerta, com impactos diretos no mercado global de energia e no equilíbrio geopolítico internacional.
Foto: Alex Brandon / Pool via Reuters
Redação – Thiago Salles