Um caso envolvendo a morte do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, está gerando forte repercussão e levantando dúvidas sobre a atuação policial. O episódio aconteceu na região do Butantã, na Zona Oeste da capital paulista, durante uma tentativa de assalto.
De acordo com o relato da esposa da vítima, que presenciou o crime, não houve troca de tiros entre o policial de folga e os suspeitos, versão que diverge da apresentada pela Polícia Militar de São Paulo. Segundo ela, o marido teria sido confundido com um dos criminosos e foi atingido pelas costas.
A mulher afirmou que o casal retornava de um passeio de moto quando foi abordado por assaltantes armados. Durante a ação, um policial que passava pelo local teria efetuado disparos, atingindo o empresário. Um dos suspeitos também foi baleado e morreu.
Já a versão oficial aponta que o agente interveio ao presenciar o assalto e que houve confronto armado. As armas envolvidas foram apreendidas para perícia, e o policial foi liberado após pagamento de fiança.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo, e está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. As apurações incluem exames periciais e análise de provas, como imagens e depoimentos.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que todas as ocorrências desse tipo passam por investigação rigorosa, com acompanhamento de órgãos de controle, incluindo corregedorias, Ministério Público e Justiça.
O velório do empresário está previsto para a noite deste domingo (29), com sepultamento marcado para segunda-feira (30).
O caso reacende o debate sobre abordagens policiais e o risco de erros em situações de alta tensão, especialmente em cenários de intervenção fora de serviço.
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Redação – Thiago Salles