O Oriente Médio vive mais um dia de tensão máxima. Mesmo com a apresentação de um plano de paz pelos Estados Unidos, os ataques entre Irã, Israel e aliados continuam sem sinais concretos de trégua nesta quarta-feira (25).
Mísseis e drones iranianos foram lançados contra Israel e também contra bases militares americanas em países do Golfo, como Kuwait, Jordânia e Bahrein. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra alvos em Teerã e no sul do Líbano, ampliando o alcance da guerra na região.
A escalada militar ocorre ao mesmo tempo em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que negociações estão em andamento. Segundo ele, autoridades de alto escalão participam das conversas para tentar encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro.
Nos bastidores, veículos internacionais apontam que Washington apresentou um plano de paz com múltiplas exigências ao Irã. Entre os pontos estariam limitações ao programa nuclear iraniano, o fim do apoio a grupos aliados como Hezbollah e Hamas, além da garantia de segurança para a navegação no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.
Em troca, o Irã poderia obter alívio nas sanções internacionais e apoio para seu programa nuclear civil. Apesar disso, autoridades iranianas negam qualquer negociação formal, aumentando ainda mais a incerteza sobre um possível acordo.
Enquanto a diplomacia avança lentamente, a realidade no campo de batalha é de intensificação. Na região de Tel Aviv, ataques recentes deixaram feridos e provocaram danos estruturais. Já no Kuwait, um ataque com drones atingiu um depósito de combustível no aeroporto internacional, gerando incêndio e preocupação com a expansão do conflito.
No Líbano, a ofensiva israelense também segue forte, especialmente em áreas associadas ao Hezbollah. Autoridades locais relatam centenas de mortes desde o início da guerra e um deslocamento massivo de civis, agravando a crise humanitária.
O impacto do conflito ultrapassa a região. A instabilidade no Estreito de Ormuz chegou a impulsionar o preço do petróleo para acima de 100 dólares por barril, pressionando economias ao redor do mundo. A possibilidade de reabertura parcial da rota marítima chegou a aliviar temporariamente os preços, mas o cenário segue extremamente volátil.
Entre ataques, promessas de negociação e declarações contraditórias, o mundo acompanha um conflito que parece longe do fim — e cada vez mais próximo de consequências globais ainda mais graves.
Foto: Ilia Yefimovich/AFP
Redação – Thiago Salles