A internação do jornalista Felipeh Campos após complicações de dengue hemorrágica trouxe à tona um alerta importante sobre os riscos da automedicação. O quadro clínico do comunicador evoluiu com queda significativa das plaquetas, situação que pode ser agravada pelo uso inadequado de medicamentos.
Especialistas explicam que a dengue pode começar com sintomas leves, semelhantes a outras viroses, o que frequentemente leva pacientes a se automedicarem. No entanto, essa prática pode trazer consequências graves, especialmente quando são utilizados anti-inflamatórios sem orientação médica.
No caso de Felipeh, o uso desses medicamentos antes do diagnóstico pode ter contribuído para o agravamento do quadro. Isso porque substâncias como ibuprofeno, diclofenaco e aspirina interferem na função das plaquetas, aumentando o risco de sangramentos — um dos principais perigos da dengue hemorrágica.
Médicos alertam que alguns remédios são contraindicados em casos suspeitos ou confirmados da doença. Entre eles estão o ácido acetilsalicílico (AAS) e diversos anti-inflamatórios, além de corticoides. Já medicamentos como dipirona e paracetamol podem ser utilizados para controle de febre e dor, mas ainda assim com cautela e acompanhamento profissional.
Outro fator de risco destacado é a falsa sensação de melhora. A fase mais crítica da dengue costuma ocorrer entre o quinto e o sexto dia da doença, muitas vezes quando a febre já desapareceu. Esse momento exige atenção redobrada, pois podem surgir sinais de alerta como dores abdominais intensas, sangramentos, vômitos persistentes e queda de pressão.
O histórico de infecção também influencia. Pessoas que já tiveram dengue anteriormente têm maior risco de desenvolver formas graves da doença em novos episódios, devido à resposta imunológica mais intensa do organismo.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a principal recomendação é evitar qualquer tipo de automedicação e procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas. Além disso, o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal forma de prevenção, com a eliminação de água parada em ambientes domésticos.
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Redação – Thiago Salles