Estreito de Ormuz entra em alerta máximo e Marinha dos EUA recusa escolta a navios em meio à guerra com o Irã.

Internacional

A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã está provocando um dos maiores bloqueios logísticos do comércio global de petróleo nos últimos anos. O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, enfrenta paralisação significativa do tráfego de navios devido ao aumento dos riscos de ataques.

Segundo fontes do setor de transporte marítimo, a Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos frequentes de escolta militar para embarcações que tentam atravessar o estreito. A avaliação dos militares é de que o risco de ataques contra navios comerciais permanece elevado neste momento.

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Desde o início da guerra entre forças americanas, israelenses e o Irã, grande parte do tráfego marítimo na região foi interrompida, deixando centenas de navios ancorados e impedindo o fluxo regular de exportações de petróleo do Oriente Médio.

Autoridades iranianas afirmaram recentemente que o estreito estaria fechado e ameaçaram atacar qualquer embarcação que tente atravessar a rota. Relatos indicam que alguns navios já foram atingidos durante o conflito.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão preparados para escoltar navios petroleiros quando necessário. No entanto, até agora nenhuma escolta foi realizada oficialmente.

De acordo com autoridades militares americanas, o Pentágono ainda analisa possíveis estratégias para proteger o tráfego marítimo na região caso receba autorização para iniciar operações de escolta naval.

Especialistas em segurança marítima alertam que proteger o estreito pode ser extremamente difícil. O Irã possui capacidade de usar minas marítimas, drones e embarcações rápidas para atacar navios comerciais, o que aumenta o risco de confrontos.

Além disso, analistas afirmam que mesmo uma grande coalizão internacional teria dificuldade para garantir segurança total na região devido à extensão da costa iraniana e às novas tecnologias de ataque utilizadas.

A situação já preocupa o mercado global de energia. A empresa saudita Saudi Aramco alertou que a continuidade da guerra pode gerar consequências graves para o abastecimento mundial de petróleo.

Especialistas destacam que qualquer interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode provocar forte aumento nos preços da energia, pressionando a inflação em diversas economias ao redor do mundo.

Foto: Dado Ruvic / Reuters
Redação Brasil News

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