O Irã elevou o tom nesta terça-feira (3) ao advertir países europeus contra qualquer envolvimento na guerra que já mobiliza Israel e Estados Unidos. Em território israelense, explosões foram ouvidas em Jerusalém após o Exército confirmar a detecção de novos mísseis lançados do Irã.
Especialistas ouvidos por veículos internacionais avaliam que Teerã ainda possui capacidade ofensiva significativa. Estimativas indicam que o país mantém entre 1.500 e 2.000 mísseis operacionais, além de ampla produção de drones militares, especialmente os modelos Shahed, conhecidos pelo baixo custo e longo alcance. A fabricação desses equipamentos pode chegar a dezenas de unidades por dia, somando-se a estoques já acumulados.
Apesar do arsenal, analistas apontam fragilidades na defesa aérea e na Marinha iraniana. Grande parte da frota de aviões de combate é considerada tecnologicamente defasada, e parte dos navios militares teria sido destruída em bombardeios recentes.
No campo nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou danos a estruturas da instalação subterrânea de enriquecimento de combustível em Natanz. Segundo o órgão, não há expectativa de consequências radiológicas adicionais, embora a infraestrutura já estivesse severamente afetada desde confrontos anteriores.
Em Teerã, novas explosões foram registradas na zona oeste da capital. Israel afirmou ter realizado ataques contra estruturas estratégicas, incluindo áreas próximas ao complexo presidencial e ao Conselho Supremo de Segurança Nacional. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei, o nome de Ali Larijani ganhou destaque como figura central na coordenação política e militar do país.
Autoridades iranianas garantem que o processo de escolha de um novo líder supremo ocorrerá sem interrupções institucionais. Paralelamente, o governo emitiu alertas internos contra suspeitos de colaborar com interesses estrangeiros, reforçando o clima de mobilização nacional.
O conflito, que já afeta mercados globais e cadeias energéticas, amplia o risco de desestabilização regional prolongada, com repercussões econômicas e geopolíticas de grande escala.
Foto: Vahid Salemi / AP
Redação Brasil News