Guerra se amplia no Oriente Médio após morte de Khamenei e região entra em alerta máximo.

Internacional

O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova e perigosa fase após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, confirmada por autoridades iranianas no fim de semana. A ofensiva foi atribuída a ataques coordenados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos em território iraniano.

A operação, denominada pelos americanos de “Operação Fúria Épica”, teve como objetivo declarado impedir o avanço do programa nuclear iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a meta é neutralizar a capacidade militar do regime e pressionou por uma rendição das forças iranianas.

A resposta de Teerã foi imediata. Mísseis balísticos e drones foram lançados contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases americanas, incluindo Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. Relatos apontam explosões em diversas cidades, além de danos a portos, aeroportos e instalações militares.

Uma nova frente foi aberta com a entrada do Hezbollah no confronto. O grupo lançou mísseis contra Haifa, no norte de Israel, provocando uma ampla resposta aérea israelense no sul do Líbano, incluindo áreas próximas a Beirute. O Ministério da Saúde libanês informou dezenas de mortos e centenas de feridos.

Dentro do Irã, explosões foram registradas em Teerã, Isfahan, Qom e outras cidades estratégicas. Instalações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e centros de comando militar teriam sido atingidos. Segundo autoridades locais e fontes internacionais, centenas de pessoas morreram e milhares ficaram feridas desde o início dos ataques.

O impacto ultrapassa o campo militar. O Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — enfrenta interrupções, com relatos de petroleiros atingidos. Companhias aéreas internacionais suspenderam voos, e diversos países fecharam parcial ou totalmente seus espaços aéreos.

No plano político, o Irã anunciou a nomeação interina de Alireza Arafi enquanto a Assembleia de Peritos — órgão composto por 88 clérigos — deverá escolher oficialmente o novo líder supremo. A sucessão ocorre em meio a bombardeios e bloqueio quase total de internet no país.

O cenário aponta para um conflito de múltiplas frentes, com risco real de regionalização ainda maior e impactos globais em energia, comércio e segurança internacional.

Foto: Airbus DS 2026
Redação Brasil News

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