O show do intervalo do Super Bowl LX, realizado em Santa Clara, Califórnia, transformou-se em um novo capítulo da polarização cultural nos Estados Unidos. O astro porto-riquenho Bad Bunny fez história ao liderar uma apresentação majoritariamente em espanhol — algo inédito no evento — poucos dias após conquistar o Grammy de Álbum do Ano.
A reação veio rapidamente. Em uma publicação nas redes, Donald Trump classificou o espetáculo como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”, afirmando ainda que a performance não representaria os padrões de sucesso e excelência do país. O republicano também criticou o fato de o público “não entender uma palavra” do artista e chamou o show de “um dos piores de todos os tempos”.
No palco, porém, a mensagem foi outra. O cantor encerrou a apresentação destacando a união entre os povos do continente e exibindo frases como “Together, we are America”, em um espetáculo celebrado por autoridades como o governador da Califórnia. Para analistas, o momento simboliza a crescente influência latina na cultura americana — justamente em meio a tensões políticas sobre imigração.
O episódio evidencia como a música pop se tornou terreno de disputa ideológica nos EUA, misturando entretenimento, identidade cultural e debate político em uma das transmissões mais assistidas do planeta.
Foto: Carlos Avila Gonzalez / AP
Redação Brasil News