O “Majestoso” dos bastidores ganhou um novo capítulo neste sábado (24). A transferência do volante Alisson para o Corinthians entrou em sua fase burocrática final, mas um detalhe financeiro impede a assinatura do contrato: o São Paulo exige garantias imediatas de pagamento e incluiu uma cláusula de proteção, apelidada de “anticalote”, para assegurar o recebimento dos valores.
O entrave financeiro
Diferente de negociações convencionais, o Tricolor do Morumbis condicionou a liberação do atleta ao pagamento imediato de R$ 1 milhão, referente à primeira parte da taxa de empréstimo (totalizada em R$ 1,5 milhão).
Sem um prazo definido no papel para esse depósito, o São Paulo mantém o direito de travar a operação a qualquer momento caso o dinheiro não caia na conta. O Corinthians, por sua vez, sinaliza que pretende honrar o compromisso, mas o tom cauteloso do rival gerou um clima de exposição pública do acordo.
Os números da operação
O negócio é complexo e envolve cifras que podem escalar rapidamente dependendo do desempenho de Alisson no Parque São Jorge:
- Taxa de Empréstimo: R$ 1,5 milhão (R$ 1 milhão à vista + R$ 500 mil parcelados).
- Bônus de Produtividade: R$ 1,5 milhão extras se o volante atuar em 25 jogos (mínimo de 45 minutos por partida) em 2026.
- Cláusula de Confronto: Para enfrentar o São Paulo, o Timão terá que desembolsar R$ 2 milhões por jogo.
- Opção de Compra: Fixada em aproximadamente R$ 15 milhões.
Somados todos os gatilhos e a compra final, o investimento total do Corinthians pode superar a marca dos R$ 20 milhões.
Restrição no Paulistão
Um ponto importante para o torcedor corintiano é que Alisson será um desfalque certo no Campeonato Paulista. Como já entrou em campo pelo São Paulo na estreia da competição contra o Mirassol, o regulamento impede que ele defenda outra equipe no mesmo torneio. Assim, o reforço só estaria disponível para as competições nacionais e continentais.
Alisson está treinando separadamente no São Paulo
Imagem: Jota Erre/AGIF