Trump declara “guerra econômica” e promete sufocar Cuba cortando petróleo da Venezuela.

Internacional

A tensão entre Estados Unidos e Cuba voltou a escalar neste domingo (11), após novas declarações do presidente Donald Trump. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que pretende interromper totalmente qualquer fornecimento de petróleo e apoio financeiro que Cuba receba por meio da Venezuela.

“Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!”, escreveu Trump, acrescentando ainda um tom de ameaça ao sugerir que Havana faça “um acordo, antes que seja tarde demais”. Segundo ele, o governo cubano teria vivido por anos sustentado por recursos venezuelanos, oferecendo em troca serviços de segurança aos antigos líderes do país sul-americano.

Na mesma mensagem, Trump foi além ao afirmar que a maioria dos cubanos envolvidos nessas operações teria morrido em um recente ataque norte-americano e declarou que a Venezuela “não precisa mais de proteção”, pois agora contaria com “as forças armadas mais poderosas do mundo” para garantir sua segurança.

A resposta de Havana veio de forma imediata e contundente. Em publicação na rede X, o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla afirmou que Cuba tem pleno direito de importar combustível de qualquer país disposto a comercializar, sem sofrer interferência externa. Ele classificou as medidas anunciadas por Trump como “coercitivas” e contrárias ao direito internacional.

Rodríguez declarou ainda que “a lei e a justiça estão do lado de Cuba” e acusou os Estados Unidos de se comportarem como uma potência hegemônica que ameaça a paz global. O chanceler também negou qualquer tipo de compensação financeira ou material por supostos serviços de segurança prestados a outros países, afirmando que, ao contrário de Washington, Cuba não adota práticas de chantagem ou coerção militar.

As novas ameaças se somam a falas anteriores de Trump, feitas na semana passada, quando o presidente afirmou que não via muitas alternativas para pressionar Cuba além de uma eventual invasão. O episódio reacende o temor de uma escalada diplomática e econômica no Caribe, com impactos diretos no equilíbrio político da região.

Foto: Reprodução / The White House
Redação Brasil News

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