O índice oficial de inflação do país mostrou uma desaceleração em dezembro, mas o bolso do brasileiro ainda sente o impacto acumulado ao longo do ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,33% no último mês de 2025, resultado superior ao de novembro, porém o mais baixo para um mês de dezembro desde 2018.
Com isso, a inflação fechou 2025 em 4,26%, ficando abaixo do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional e também inferior ao índice registrado em 2024. O dado trouxe alívio para o mercado, mas não apagou as pressões sentidas ao longo do ano.
O principal vilão do acumulado anual foi o grupo Habitação, que quase dobrou sua influência em relação ao ano anterior, impulsionado por custos como aluguel, energia e serviços básicos. Educação, saúde, despesas pessoais e cuidados médicos também pesaram significativamente no orçamento das famílias, respondendo juntos por cerca de dois terços da inflação de 2025.
Em dezembro, o grupo Transportes voltou a pressionar, puxado pela alta dos combustíveis. A gasolina interrompeu a sequência de quedas, enquanto o etanol registrou avanço expressivo no mês. Já os preços de alimentação, que haviam mostrado alívio em novembro, voltaram a subir, tanto dentro de casa quanto nas refeições fora do domicílio.
Apesar do resultado final indicar controle dentro das metas oficiais, especialistas alertam que o desafio para 2026 será conter os preços de itens essenciais e evitar que novos choques, especialmente nos combustíveis e alimentos, reacendam a inflação. Para o consumidor, a sensação é clara: o índice desacelera, mas viver no Brasil segue custando caro.
Foto: Alex Silva
Redação Brasil News