O ministro da Justiça Ricardo Lewandowski pediu demissão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do prazo esperado e surpreendeu integrantes do Palácio do Planalto. A informação foi divulgada pela imprensa nacional e confirmou rumores que já circulavam nos bastidores de Brasília.
Com a saída do ministro, voltou a ganhar força dentro do governo a discussão sobre o desmembramento do Ministério da Justiça, com a criação de uma pasta exclusiva para a Segurança Pública. Lewandowski era um dos principais opositores dessa divisão, o que travava o avanço do tema internamente.
Segundo aliados do presidente, a retomada do debate já conta com estudos técnicos em andamento. No entanto, a mudança depende da aprovação da chamada PEC da Segurança, que ainda tramita no Congresso Nacional. Mesmo assim, há avaliação de que a proposta pode não avançar a tempo de viabilizar um novo ministério ainda neste mandato.
“Se houver, de fato, a saída do ministro Lewandowski, será o momento de criar o Ministério da Segurança”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias. De acordo com ele, mesmo em um cenário favorável, a votação da PEC só deve ocorrer a partir de março.
Nos bastidores, interlocutores do Planalto indicam que a saída deve ser oficializada até sexta-feira (9). Lewandowski solicitou uma reunião com Lula marcada para quinta-feira (8), o que aumentou a percepção de que a decisão já estava tomada. O presidente ainda teria pedido que o ministro permanecesse no cargo até o fim de janeiro ou início de fevereiro, para alinhar a saída com mudanças em outras áreas do governo, como a Fazenda. Ainda assim, Lewandowski já teria redigido a carta de demissão.
Nomes cotados para o cargo
Com a vaga iminente, começam a circular possíveis sucessores no Ministério da Justiça. Entre os nomes mais citados estão o ministro da Educação Camilo Santana, o advogado Marco Aurélio Carvalho, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco, e o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues.
A saída de Lewandowski abre uma nova frente de tensão política no governo Lula e pode acelerar mudanças estruturais profundas na área da segurança pública, tema considerado um dos mais sensíveis e estratégicos do atual mandato.
Crédito da foto: Lula Marques / Agência Brasil
Redação Brasil News