Fim da era chavista? Trump anuncia captura de Maduro após ataques à Venezuela e mundo entra em alerta máximo.

Internacional

O cenário político da Venezuela entrou em um dos momentos mais dramáticos de sua história recente neste sábado (3). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Nicolás Maduro teria sido capturado após uma série de ataques militares americanos em território venezuelano, incluindo bombardeios na capital Caracas.

Segundo Trump, a operação foi realizada em conjunto com forças de segurança dos EUA e resultou na retirada de Maduro do país, juntamente com sua esposa, Cilia Flores. O governo americano afirma que o líder venezuelano será levado para julgamento nos Estados Unidos por acusações ligadas ao narcotráfico internacional e crimes armados.

Maduro chegou ao poder em 2013, após a morte de Hugo Chávez, em uma eleição marcada por denúncias de fraude apresentadas pelo opositor Henrique Capriles. Desde então, o regime enfrentou sucessivas acusações de autoritarismo, repressão política e manipulação eleitoral.

Nos Estados Unidos, Maduro é formalmente acusado de liderar o chamado Cartel dos Sóis, organização apontada pelo Departamento de Justiça americano como responsável por enviar centenas de toneladas de cocaína ao país em parceria com as FARC. A promotoria federal de Nova York sustenta que o regime venezuelano transformou estruturas do Estado em ferramentas do narcotráfico.

Além disso, Maduro manteve-se no poder após a eleição presidencial de 2024, vencida, segundo registros eleitorais e observadores internacionais, pelo opositor Edmundo González Urrutia, apoiado por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Conselho Nacional Eleitoral, controlado pelo regime, proclamou Maduro vencedor sem apresentar auditorias.

O governo venezuelano também é alvo de investigação por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional, com denúncias documentadas por entidades como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional. Segundo a ONG Foro Penal, mais de 18 mil pessoas foram presas por motivos políticos desde 2013.

A crise humanitária resultante levou ao maior êxodo da história recente da América Latina. De acordo com o ACNUR, cerca de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país, fugindo da fome, da repressão e do colapso econômico.

Enquanto governos e organismos internacionais aguardam confirmações independentes sobre o paradeiro de Maduro, a América Latina e o mundo acompanham, em tensão máxima, um episódio que pode redefinir o futuro político da Venezuela e o equilíbrio geopolítico da região.

Foto: Ariana Cubillos / AP

Redação Brasil News

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