Estados Unidos firmam acordo militar com o Paraguai e ampliam presença estratégica na América Latina.

Internacional

Os Estados Unidos e o Paraguai oficializaram um novo acordo de cooperação em segurança que permite a atuação de militares norte-americanos e de funcionários civis ligados ao Departamento de Defesa em território paraguaio. O entendimento foi assinado em encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, conforme comunicado divulgado pelo governo norte-americano.

O acordo estabelece um chamado Estatuto de Forças, instrumento jurídico que define regras, deveres e garantias legais para a presença de militares estrangeiros em outro país. Esse tipo de tratado não implica, necessariamente, a instalação de bases permanentes, mas cria um marco legal para operações conjuntas, treinamentos, ações humanitárias, resposta a desastres e cooperação em temas de segurança regional.

Segundo a Secretaria de Estado dos EUA, o entendimento fortalece uma parceria histórica entre os dois países e amplia a cooperação bilateral em áreas consideradas estratégicas. O governo norte-americano destacou ainda que o acordo respeita a soberania paraguaia e busca contribuir para maior estabilidade e desenvolvimento na região.

A iniciativa está diretamente conectada à nova Estratégia de Segurança Nacional divulgada no início do mês pelo governo de Donald Trump. O documento aponta a América Latina como uma área prioritária de interesse estratégico e prevê um reposicionamento da presença militar dos EUA no hemisfério, resgatando conceitos associados à Doutrina Monroe.

Entre os principais eixos da estratégia estão o reforço da atuação naval e da Guarda Costeira, o combate ao tráfico de drogas e de pessoas, o controle de rotas marítimas e o enfrentamento a organizações criminosas transnacionais. O plano também prevê o acesso ampliado a pontos considerados estratégicos e uma postura mais assertiva na segurança regional.

De acordo com o governo norte-americano, a nova diretriz busca corrigir políticas anteriores que teriam sobrecarregado os Estados Unidos e permitido que aliados transferissem custos de defesa. A aposta, agora, é em parcerias regionais com foco prático, priorizando interesses comerciais e de segurança.

Foto: Nathan Howard / Reuters

Redação Brasil News

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