Sexta-feira começa com tensionamento entre Senado e STF, economia em ritmo lento e mudanças no trabalho e na saúde.

Brasil

O cenário político e econômico do país começa a sexta-feira (5) marcado por movimentações importantes em diferentes áreas. No Congresso Nacional, senadores articulam mudanças na legislação que trata do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A proposta, elaborada por uma comissão de juristas, estava parada desde 2023 e voltou a ser discutida após decisões recentes do ministro Gilmar Mendes gerarem forte reação no Senado.

Na economia, os novos dados divulgados pelo IBGE apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre. O resultado reflete um cenário de desaceleração, pressionado principalmente pelos juros elevados e pelo aperto da política monetária, indicando estabilidade frágil da atividade econômica.

No campo político-eleitoral, a inelegibilidade de Pablo Marçal foi confirmada em segunda instância. Com a decisão de um órgão colegiado, ele fica impedido de disputar as eleições de 2026, conforme determina a Lei da Ficha Limpa. Ainda existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro tema que ganhou destaque foi a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O nome avalizado pelo presidente Lula sinaliza uma postura conservadora em temas como aborto e também envolve articulações junto ao Congresso, incluindo apoio a emendas parlamentares para garantir votos no Senado.

Já na área legislativa, o Congresso retomou a exigência de exame toxicológico para a primeira habilitação de condutores de motos e carros de passeio. O dispositivo havia sido vetado anteriormente pelo presidente, mas o veto acabou sendo derrubado pelos parlamentares.

No Judiciário, o ministro Flávio Dino provocou repercussão ao afirmar que não existe “mandato parlamentar exercido do exterior”, ao barrar emendas vinculadas a Eduardo Bolsonaro e Ramagem. Segundo ele, o exercício do cargo exige presença e atuação efetiva no território nacional.

A área econômica também trouxe repercussão sobre a Sabesp, que teria cobrado valores adicionais de clientes e repassado cerca de R$ 1 bilhão a um fundo do governo paulista. O montante deverá ser utilizado para suavizar reajustes tarifários previstos para 2026.

No mercado de trabalho, o Bradesco anunciou o encerramento do regime de home office em dois de seus principais departamentos. Aproximadamente 900 funcionários das áreas de tesouraria e investimentos deverão retornar ao trabalho presencial.

Já na área da saúde, estudos recentes reforçam que alimentos como tomate, melancia e goiaba ajudam a reduzir os riscos de câncer de próstata, por serem ricos em licopeno, substância com ação antioxidante que combate os danos causados pelo estresse celular.

Foto: Pedro Ladeira

Redação Brasil News

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