Trump manda reavaliar autorizações de residência de imigrantes de 19 países após ataque em Washington.

Internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira (27) a revisão completa das autorizações de residência permanente — conhecidas como green cards — de cidadãos originários de 19 países que atualmente vivem em território americano. A medida será executada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS).

A decisão foi tomada um dia após um ataque a tiros ocorrido nas proximidades da Casa Branca, em Washington, que deixou dois soldados da Guarda Nacional em estado grave. Segundo as autoridades americanas, o responsável pelo atentado seria um cidadão do Afeganistão, atualmente sob custódia.

De acordo com o diretor do USCIS, Joseph Edlow, a ordem do governo é realizar uma análise rigorosa de todos os documentos de permanência concedidos a estrangeiros oriundos de países considerados de risco. Em declaração pública, ele afirmou que a prioridade absoluta do governo é garantir a segurança da população norte-americana e evitar impactos de políticas adotadas por gestões anteriores.

A lista de países afetados pela revisão é a mesma utilizada em restrições de viagem impostas durante gestões anteriores de Trump. Entre eles estão Afeganistão, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Venezuela, Cuba e outros que já enfrentavam limitações severas para entrada nos Estados Unidos.

  1. Afeganistão
  2. Chade
  3. República do Congo
  4. Eritreia
  5. Guiné Equatorial
  6. Haiti
  7. Irã
  8. Iêmen
  9. Líbia
  10. Mianmar
  11. Somália
  12. Sudão
  13. Burundi
  14. Cuba
  15. Laos
  16. Serra Leoa
  17. Togo
  18. Turcomenistão
  19. Venezuela

Além da reavaliação dos green cards, o governo também informou que todos os pedidos de asilo aprovados entre 2021 e 2025, durante a gestão de Joe Biden, passarão por nova análise. A administração atual sustenta que o autor do atentado entrou no país por meio de um programa emergencial criado em 2021, voltado a acolher afegãos que auxiliaram tropas americanas durante as operações militares no Afeganistão.

Esse programa concedia autorização temporária de permanência por dois anos, sem garantir residência definitiva. A iniciativa tinha como objetivo proteger cidadãos ameaçados pelo Talibã após a retirada das forças internacionais do país.

A nova decisão do governo gerou reações internacionais e acendeu alertas em organizações humanitárias, que temem o endurecimento das políticas migratórias e seus impactos sobre populações vulneráveis.


Foto: Evan Vucci

Redação Brasil News

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