A reta final do Campeonato Brasileiro promete ser tensa para o Santos. Lutando contra o rebaixamento, o clube da Vila Belmiro não teme apenas as consequências esportivas — a possível queda também ameaça a permanência de seu maior astro, Neymar Jr.
Com um custo mensal estimado em R$ 4,1 milhões entre salários e direitos de imagem, a presença do camisa 10 no elenco depende diretamente da saúde financeira do clube. Em caso de descenso, o orçamento seria drasticamente reduzido, tornando inviável manter o craque sem renegociar valores.
A direção santista evita tratar publicamente sobre o tema, mas internamente há preocupação. Além da parte financeira, há o fator esportivo: disputar a Série B às vésperas de uma Copa do Mundo pode pesar na decisão de Neymar e de seu estafe. O técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, já teria sinalizado que o jogador precisa estar em ritmo competitivo e com boa sequência de jogos para voltar a ser convocado.
Neymar, que voltou ao Santos em busca de uma retomada física e emocional, sofreu com lesões ao longo da temporada e ainda não conseguiu engrenar a sequência desejada. Apesar disso, tem participado dos treinos e mostrado empenho para ajudar o time nas rodadas finais.
Nos bastidores, o pai do jogador, Neymar Santos, tem sido figura ativa nas reformas do CT Rei Pelé e da Vila Belmiro, em parceria com a diretoria. A família demonstra apego à cidade e ao clube, e o jogador já afirmou que não pretende defender outro time brasileiro.

Ainda assim, caso o rebaixamento se confirme, o Santos precisará refazer planos, ajustar o orçamento e convencer Neymar de que o projeto esportivo ainda vale a pena — um desafio que vai muito além das quatro linhas.