O calor do Texas promete transformar o GP dos Estados Unidos em uma verdadeira prova de resistência. As temperaturas no Circuito das Américas devem ultrapassar os 33 °C neste domingo (19), o que colocará à prova os sistemas de refrigeração e o desempenho dos carros de Fórmula 1. Segundo a organização, será uma das corridas mais quentes da temporada 2025 — atrás apenas de Arábia Saudita e Singapura.
Com o alerta de risco térmico acionado pela direção da F1, as equipes já revisam estratégias para evitar falhas mecânicas e desgaste excessivo dos pneus. O cenário preocupa especialmente Ferrari e Mercedes, que vêm sofrendo com superaquecimento de componentes nas últimas provas.
A McLaren, por outro lado, chega otimista. O modelo MCL39, projetado com um sistema de arrefecimento altamente eficiente, mostrou excelente desempenho em condições extremas — o que já garantiu vitórias em Miami e na Áustria. “Nosso carro se adapta muito bem a altas temperaturas, e isso pode fazer a diferença”, afirmou o chefe da equipe, Andrea Stella.
Na Red Bull, o holandês Max Verstappen mantém o favoritismo, mas reconhece que o calor também pode alterar a estratégia. Já Mercedes e Ferrari apostam em soluções de emergência. Lewis Hamilton e Charles Leclerc têm enfrentado dificuldades para manter o ritmo de corrida quando o asfalto supera os 50 °C. A Ferrari, inclusive, tem recorrido à técnica de lift and coast — reduzir aceleração antes das curvas — para tentar preservar os freios.
Entre as surpresas do grid, o brasileiro Gabriel Bortoleto segue em evolução com a Sauber. Depois de marcar seus primeiros pontos na Áustria, o piloto pode novamente se destacar se o carro responder bem às altas temperaturas.
Com todos esses ingredientes, o GP de Austin promete ser mais do que uma disputa por posições: será um teste de engenharia, resistência e estratégia sob um calor escaldante.
Foto: Alessio Morgese/NurPhoto via Getty Images