O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira (3) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) seja oficialmente classificado como uma organização terrorista pela legislação brasileira.
A declaração foi dada a jornalistas durante uma agenda no interior do estado. Para Tarcísio, as ações violentas da facção, especialmente os ataques ocorridos em 2006, têm todas as características de atos de terrorismo.
“Um grupo que impõe o medo, que queima ônibus, que tenta dominar territórios e se sobrepor ao Estado precisa ser reconhecido como terrorista”, afirmou o governador.
Ele argumentou que o novo enquadramento jurídico facilitaria o endurecimento das punições e reduziria os benefícios penais concedidos a criminosos ligados a essas organizações.
“Quando classificamos essas facções como terroristas, aumentamos o custo do crime. Isso significa penas mais duras e menos chances de progressão para quem comete esse tipo de delito”, completou.
Tarcísio também destacou que a população “não aguenta mais ser refém do crime organizado” e citou as recentes operações policiais na Baixada Santista como exemplo da necessidade de ações firmes contra o tráfico e as milícias.
A proposta reforça o debate sobre a ampliação da Lei Antiterrorismo no país, que atualmente não inclui facções criminosas nacionais em seu texto.