O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), declarou neste sábado (25) que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente norte-americano Donald Trump acontecerá sem “assuntos proibidos”. A reunião está marcada para este domingo (26), durante compromissos oficiais na Malásia, onde ambos participam de encontros com líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Segundo Alckmin, a expectativa é de uma conversa produtiva, com foco em questões comerciais e tecnológicas, como a política de tarifas, a exploração de terras raras, e o incentivo à instalação de data centers no Brasil. O presidente em exercício destacou que o país tem energia abundante e renovável, fator que o torna atrativo para empresas de tecnologia.
Alckmin também ressaltou a importância da relação histórica entre Brasil e Estados Unidos, que já dura mais de dois séculos, com cerca de 4 mil companhias americanas operando no território brasileiro. Apesar de a China e a União Europeia liderarem a lista de principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos continuam sendo um mercado estratégico, por concentrarem a compra de produtos de maior valor agregado.
Entre os avanços recentes, Alckmin citou a redução das tarifas sobre a celulose, madeira e móveis brasileiros, o que reforça a cooperação bilateral. Ele afirmou que ainda há espaço para expandir o diálogo e diversificar as áreas de parceria.
Durante entrevista concedida antes de um ato em homenagem aos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, o presidente em exercício também comentou sobre a importância de fortalecer a democracia e o Estado de Direito, lembrando os riscos do extremismo político e destacando que o Brasil “aprendeu com o passado”.
“Fortalecer a democracia, a justiça e a liberdade é essencial para que episódios como o de Herzog jamais se repitam”, disse Alckmin.
Foto: Fábio Vieira/Estadão