Uma nova ofensiva contra o crime organizado no interior de São Paulo resultou na desarticulação de um plano da facção PCC voltado ao assassinato de autoridades públicas. A chamada Operação Recon revelou que criminosos haviam alugado um imóvel de luxo a menos de 1 quilômetro da residência do promotor Lincoln Gakiya, com o objetivo de monitorar os deslocamentos diários dele e dos agentes responsáveis por sua escolta.
Segundo o MPSP, a célula criminosa atuava de forma “compartimentada e altamente disciplinada”, com cada integrante desempenhando papéis específicos — monitoramento, vigilância, logística — sem ter visão completa do plano, o que dificultava a detecção. A estratégia incluía fotografias, vídeos, e registros dos trajetos entre casa e local de trabalho das autoridades-alvo.
A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão distribuídos por sete municípios — entre eles Presidente Prudente, Álvares Machado e Martinópolis. As investigações indicam que o plano partiu da cúpula do PCC e visava tanto Gakiya quanto Roberto Medina, coordenador de presídios do Oeste paulista.
Autoridades afirmam que, embora o plano já estivesse em fase de reconhecimento e vigilância, não chegou a ser executado. A ação reforça os esforços de integração entre MPSP, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Militar no combate às mais sofisticadas ramificações do crime organizado no estado.