Os mercados internacionais começaram a semana em tom de recuperação nesta segunda-feira (13), impulsionados pela mudança de discurso do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduziu o tom de confronto com a China e trouxe alívio temporário ao clima de risco nos mercados.
Na sexta-feira, Trump havia anunciado a intenção de impor tarifas de até 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro, o que havia derrubado bolsas e aumentado a procura por ativos de proteção. No entanto, durante o fim de semana, o republicano afirmou em rede social que “tudo ficará bem” e que os Estados Unidos “não querem prejudicar a China”.
O gesto foi bem recebido por investidores. Em Wall Street, os futuros do S&P 500 subiam 0,8%, e os futuros do Nasdaq, 1,1%, enquanto os mercados avaliavam o cenário com maior otimismo. A semana também marca o início da temporada de balanços de grandes bancos, como JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo, o que ajuda a movimentar o mercado americano.
Na Ásia, as bolsas tiveram um início de sessão instável devido aos feriados nos Estados Unidos e no Japão, mas se estabilizaram ao longo do dia. O índice Nikkei registrou alta de 1%, após forte queda de 5% na sexta-feira, influenciada por incertezas políticas no Japão e pela valorização do iene.
Em Pequim, o governo chinês reafirmou que manterá restrições às exportações de elementos de terras raras e equipamentos tecnológicos, mas evitou responder com novas tarifas, em um sinal de busca por moderação. Analistas do Goldman Sachs avaliam que os dois países podem prolongar a pausa tarifária e adotar pequenas concessões mútuas nas próximas semanas.
Na Europa, o clima também foi de cautela, com o governo francês anunciando nova formação ministerial liderada por Sebastien Lecornu, que enfrenta desafios políticos para aprovar o orçamento de 2026.
No mercado de câmbio, o dólar registrava leve valorização frente ao iene japonês, cotado a 151,76, e estabilidade em relação ao euro, negociado a US$ 1,16. O ouro, ativo de segurança em tempos de incerteza, subia 0,2%, a US$ 4.023 por onça, permanecendo próximo ao recorde da semana passada.
Já o petróleo também avançava: o Brent subia 1,0%, a US$ 63,36 o barril, enquanto o WTI ganhava 1,0%, a US$ 59,45, apoiado na expectativa de que EUA e China possam evitar novas tarifas.
Os investidores agora aguardam as declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que discursará na terça-feira (14) durante um evento da Associação Nacional de Economistas de Negócios (NABE), em Washington. O mercado estima uma alta probabilidade de novo corte de juros pelo Fed ainda neste mês.
Foto: Bloomberg