Confronto ao vivo na TV: André Janones rebate advogada de Flávio Bolsonaro, denuncia censura e promete processo judicial.

Política

Os bastidores da política nacional pegaram fogo no ar durante a edição mais recente do programa Estúdio i, apresentado pela jornalista Andreia Sadi na GloboNews. O deputado federal André Janones (Rede), criador da influente comunidade digital “Exército do Lula”, participou ao vivo da atração e rebateu ponto a ponto todas as declarações feitas pela advogada de defesa da campanha do senador Flávio Bolsonaro. Durante sua participação contundente, Janones revelou que acionará a jurista na Justiça por ter sido caluniado em um veículo de comunicação de alcance nacional.

A reação do parlamentar ocorreu após a advogada sustentar na emissora que Janones teria cometido condutas ilícitas na gestão de suas redes e canais de mobilização. Indignado, o deputado rebateu as acusações no ar e enfatizou que a representante do clã Bolsonaro terá que comprovar perante os tribunais os supostos crimes que atribuiu a ele. Janones criticou severamente o cenário atual de restrições na internet e afirmou abertamente que o país atravessa um período perigoso de supressão de garantias fundamentais. “A gente está vendo a censura acontecer diante dos nossos olhos. Devagarinho a gente está vendo uma ditadura começando a se instalar no nosso país”, desabafou.

A polêmica central gira em torno de uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou a derrubada do canal “Exército do Lula”. Janones classificou a manobra técnica da Justiça Eleitoral como manifestamente ilegal e arbitrária. Segundo o parlamentar, a exigência de registro formal do canal junto à Justiça de quebra de sigilo ou controle de campanha não se aplica ao seu caso, uma vez que ele não figura como candidato no pleito em questão. De acordo com o deputado, a ordem de subordinar um canal criado por um cidadão ou apoiador ao controle oficial da campanha de um partido político extrapolou os limites legais.

Para ilustrar o que chamou de disparidade e aplicação de “dois pesos e duas medidas” por parte dos órgãos de fiscalização, Janones citou a atuação do deputado Nikolas Ferreira. Ele destacou que Nikolas sempre utilizou e movimentou massivamente grandes comunidades no WhatsApp e no Telegram para articulação política sem a obrigação de registradas na Justiça Eleitoral. Janones defendeu que o colega de parlamentarismo tem o direito de agir assim por não ser candidato na disputa atual, mas protestou contra o fato de que a mesma regra e flexibilidade não foram concedidas aos canais mantidos pela militância de esquerda.

Foto: Reprodução / GloboNews

Redação – Thiago Salles

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