Tragédia na Turquia! Empresário brasileiro é dado como morto em centro de detenção após briga por intolerância religiosa.

Internacional

O que começou como uma viagem de turismo e aprendizado transformou-se em uma tragédia sem explicações plausíveis. Morando na Europa há cerca de sete anos, Lucas viajou à Turquia para realizar um curso de falcoaria. No entanto, durante sua permanência no país de maioria islâmica, o empresário acabou se envolvendo em um severo conflito motivado por intolerância religiosa.

Segundo relatos fornecidos por seu irmão, Marcos Medeiros, ao portal Metrópoles, Lucas tinha orgulho de suas raízes judaicas: exibia uma grande tatuagem com a bandeira de Israel acompanhada do Leão da tribo de Judá e costumava usar frequentemente um colar com a Estrela de Davi. Tais símbolos teriam incitado a hostilidade de religiosos locais. “Meu irmão sempre foi um cara progressista, nunca foi preconceituoso, xenofóbico ou extremista religioso. Sempre foi um rapaz extremamente tranquilo”, desabafou o familiar.

A briga teve desdobramentos físicos graves, com Lucas chegando a ter o rosto cortado no confronto. Ao buscar socorro e prestar queixa junto às autoridades policiais locais, o brasileiro acabou surpreendentemente retido no Centro de Remoção de Harmandalı, na cidade de Esmirna, onde aguardaria o processo de deportação. Na madrugada entre os dias 5 e 6 de outubro, ele conseguiu enviar a localização do centro de detenção para a mãe via WhatsApp e fez uma ligação prometendo que desembarcaria em São Paulo no dia 12 para conhecer as sobrinhas recém-nascidas.

Contudo, a partir do dia 8 de outubro, todas as comunicações cessaram abruptamente. Dias depois, as autoridades turcas informaram que o empresário estava morto, mas a versão oficial apresentada causou revolta e indignação imediata nos parentes. De forma inexplicável, os agentes locais alegaram que o corpo do jovem teria sido encontrado dentro de um quarto de hotel, tese que contraria o fato de ele estar sob custódia estatal em um centro de imigração.

Nesta quarta-feira (14), a irmã de Lucas embarcou para a Turquia com a dolorosa missão de realizar o reconhecimento do corpo e acompanhar de perto os trâmites do translado para o Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio do Consulado-Geral em Istambul, confirmou que acompanha o caso e presta assistência consular à família, enquanto diplomatas e advogados pressionam o governo turco por uma investigação rigorosa sobre o que realmente aconteceu dentro das dependências policiais.

Foto: Reprodução / Instagram | Redação – Thiago Salles

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