A noite desta quarta-feira (14) no Maracanã ficou marcada por um dos episódios mais controversos e inflamados da atual edição da Copa Libertadores da América. O clássico nacional entre Fluminense e Palmeiras, válido pelo confronto de ida das semifinais, foi completamente tomado por uma revolta generalizada da torcida e dos jogadores tricolores contra a equipe de arbitragem liderada pelo argentino Facundo Tello.
O lance decisivo que gerou indignação absoluta ocorreu ainda na primeira etapa do confronto. Em uma investida ofensiva do time das Laranjeiras, o atacante Hulk acabou sendo segurado de maneira acintosa dentro da grande área pelo meio-campista palmeirense Lucas Evangelista. O atleta foi ao chão imediatamente, reclamando com veemência e cobrando a marcação da penalidade máxima diante de dezenas de milhares de espectadores no estádio.
Para o espanto de quem acompanhava a partida, a arbitragem mandou o jogo prosseguir sem realizar qualquer pausa para checagem do lance no monitor do VAR. Como se a não marcação da falta não fosse suficiente, o Palmeiras aproveitou o desentendimento e a desorganização temporária da defesa tricolor para engatar um contra-ataque fulminante pelo lado do campo.
Na sequência imediata do lance, a bola chegou aos pés do atacante argentino Flaco López, que não perdoou e empurrou para o fundo das redes do goleiro Fábio, abrindo o marcador para o Verdão. A combinação de um pênalti não marcado com o gol do adversário no mesmo minuto provocou uma explosão de fúria nas arquibancadas do Maracanã e uma avalanche de protestos no gramado.
A onda de indignação rapidamente tomou conta das redes sociais, com torcedores, analistas e jornalistas de todo o país classificando a postura do juiz e da cabine do árbitro de vídeo como inaceitável para um duelo dessa magnitude. No encerramento do primeiro tempo, jogadores do Fluminense e membros da comissão técnica encabeçada pelo técnico Marcão cercaram o trio de arbitragem para exigir explicações formais.
Apesar da pressão e das tentativas de reação do Fluminense — que foi a campo escalado com Fábio