Escalada na Ucrânia: Rússia intensifica ataques com drones e mísseis contra cidades e infraestrutura de energia

Internacional

A Ucrânia voltou a enfrentar momentos de puro terror com a intensificação de uma ofensiva aérea russa desenhada para nocautear a infraestrutura nacional antes da chegada do inverno. Utilizando combinações estratégicas de drones de alta velocidade e mísseis balísticos, os ataques têm como alvo prioritário instalações vitais de energia elétrica e aquecimento, além de áreas estritamente residenciais. A tática, denunciada pelo governo de Kyiv, visa minar a capacidade de resistência da população civil ao expô-la ao desabastecimento extremo durante os meses mais frios do ano.

O cenário de destruição se espalha por regiões estratégicas. Em Zaporíjia, bombardeios noturnos atingiram bairros habitacionais, resultando em ao menos dois mortos e um ferido. A cidade de Kryvyi Rih também contabilizou fatalidades e feridos sob forte impacto de explosões. Já na importante cidade portuária de Odessa, o ataque massivo deixou um rastro de 28 feridos e pulverizou os andares superiores de um edifício residencial de grande porte, espalhando pânico entre os moradores.

Paralelamente ao cenário de devastação em solo ucraniano, a diplomacia global tremeu com as declarações vindas da cúpula dos BRICS, em Nova Délhi. O presidente russo, Vladimir Putin, elevou o tom de ameaça ao advertir explicitamente os países da Europa contra a ideia de enviar contingentes militares para a Ucrânia. Segundo Putin, qualquer movimentação desse tipo deixará de ser um apoio indireto para se tornar uma declaração formal de guerra contra Moscou.

O alerta russa gerou imediata reação de alerta no continente europeu. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, chamou a atenção para o aumento vertiginoso de provocações e incidentes com drones ao longo das fronteiras da Moldávia e de países-membros da OTAN e da União Europeia. O clima na região é de alerta máximo diante do risco iminente de o conflito transbordar para além das fronteiras ucranianas.

Foto: Reuters / Pool / Sputnik / Divulgação | Redação – Thiago Salles

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