Alerta de saúde pública: avanço da Febre do Nilo Ocidental acende sinal vermelho em SP e SC após confirmação de morte.

Saúde e Bem Estar

A confirmação de quatro novos casos da Febre do Nilo Ocidental nas regiões Sul e Sudeste do Brasil colocou as autoridades sanitárias em estado de alerta máximo nesta semana. Diagnósticos recentes apontaram duas infecções em Santa Catarina — com o registro do óbito de uma idosa de 77 anos em Imbituba — e dois casos confirmados no interior do estado de São Paulo, mobilizando as equipes de vigilância epidemiológica para conter possíveis focos de contágio.

A enfermidade é uma infecção viral transmitida ao ser humano por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente o pernilongo comum (Culex), que adquire o vírus ao picar aves silvestres consideradas hospedeiros naturais. De acordo com os órgãos de saúde pública, a transmissão direta entre humanos ou por meio de outros mamíferos não ocorre habitualmente, salvo em episódios raras de transfusão de sangue ou transplante de órgãos, o que torna o controle da proliferação dos insetos a medida mais crucial de combate.

Embora grande parte dos infectados apresente sintomas leves ou permaneça assintomática, a condição preocupa médicos devido à sua capacidade de afetar gravemente o sistema nervoso central. Os quadros clínicos graves podem desencadear complicações severas como meningite, encefalite e paralisia flácida, manifestando-se por meio de febre alta repentina, dores musculares profundas, rigidez na nuca, desorientação e fraqueza motora.

Diante da inexistência de uma vacina ou tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental em humanos, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais reforçam a necessidade de medidas preventivas rigorosas. A recomendação inclui o uso constante de repelentes, a colocação de telas de proteção em portas e janelas, além da eliminação imediata de focos de água parada para impedir a reprodução do vetor, especialmente para trabalhadores ou residentes de zonas rurais e de mata.

Foto: Reprodução / CNN Brasil

Redação – Thiago Salles

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